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Era um fim de tarde ensolarado em Cândido Mota. Pedro estava sentado na varanda da fábrica, olhando para a rua da pequena cidade do interior paulista.

Enquanto pensava na vida e nos negócios da família, o fundador da Casa Di Conti avistou, do outro lado da rua, uma mulher que lhe chamou a atenção.

Uma sensação estranha tomou conta de seu corpo e, num piscar de olhos, Pedro estava apaixonado. Desconsertado com a beleza da moça, ele saiu às pressas para chamar seu irmão, Plínio, afinal, ele precisava dividir com alguém aquele sentimento que não cabia nele. Os dois voltaram correndo para a varanda, mas a mulher dos sonhos de Pedro não estava mais lá.

Passaram-se dias, meses e, todo fim de tarde, Pedro se sentava na varanda, atento para qualquer sinal da bela garota. Mas era em vão, pois ela tinha sumido. Plínio, preocupado com o irmão e os negócios da empresa, teve a ideia que resolveria os dois problemas de uma só vez: pegou um lápis e uma folha de papel e pediu para que seu irmão desenhasse a tal mulher dos seus sonhos. Em poucos minutos, Pedro fez o desenho da belíssima garota pin-up e perguntou ao irmão o porquê daquilo. Plínio esclareceu a dúvida, dizendo que a ilustração da moça seria o rótulo da cachaça da Casa Di Conti e que, distribuindo a bebida com aquele rótulo, quem sabe Pedro ainda teria a chance de reaver a mulher da sua vida.

Agora que os irmãos já tinham o rótulo e a fórmula da bebida prontos, era hora de procurar um nome para a combinação daquela cachaça deliciosa com o desenho da musa inspiradora. Quase que ao mesmo tempo, os irmãos pensaram: “nada mais justo que batizá-la de Linda!”.

A garota ilustrada, belíssima, provocante e extremamente ousada para a época, e o sabor incomparável da Cachaça Linda se espalharam rapidamente pelos estados de São Paulo e do Paraná. Quem bebia a cachaça ficava apaixonado pelo sabor e pelo desenho da misteriosa mulher.

Pedro e Plínio alcançaram o objetivo de produzir uma cachaça maravilhosa. A mulher do rótulo? Pedro conta que um conhecido de São Paulo viu a moça em uma apresentação de dança e nunca mais. Já Plínio conta sorrindo que tudo deve ter sido uma alucinação do irmão.

Se você ficou com água na boca, espere para apreciar o sabor incomparável da Cachaça Linda. E quem sabe você não encontra a misteriosa mulher? Ou, de repente, a neta dela.

CACHAÇA LINDA – EDIÇÃO LIMITADA

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